terça-feira, 12 de julho de 2011

Mamãe desesperada, filha impossível.

O final de semana foi uma prova de fogo para nós, papai e eu.
Pinguinho está impossível, fazendo muita birra, manhosa, chora por qualquer coisa, não obedece e ao que me parece, testa todos os limites.

Aqui em casa é assim: aprontou, vai para o castigo, mas ja chegamos ao ponto que, quando ela está emburrada com alguma coisa, porque foi contrariada, ela mesma diz: "Vou pro castigo".
Ai, já se formou aquela cena, digo que quem coloca ela no castigo sou eu, ela começa a choramingar e berrar, atira o que estiver nas mãos no chão, se joga no chão, eu perco a paciência, grito com ela, e o barraco para o show está armado.
No final ela se acalma, vem pedir desculpa e eu fico muito chateada e com raiva de mim mesma por não saber contornar a situação e inconformada de uma menininha tão doce, esperta e engraçada estar agindo assim.

A teimosia tem se estendido aos lugares que estamos, outro dia ela deu um show no mercado, deixei ela chorando, aos berros, porque ela queria nem sei o quê. Não cedi, mas que nervoso.

No final de semana, a mesma coisa:  fomos a uma Festa das Nações beneficente, aqui perto de casa, comer alguma coisa e voltar. Imagina um lugar cheio de gente (e olha que fomos bem cedo, só para jantar) e a Pinguinho queria ficar correndo entre as pessoas com o Super Primo, e o medo de ela sumir?? Peguei ela no colo, desencadeando o maior escândalo. Até o papai, que é super calmo, se irritou de tal maneira, que nem eu acreditei.

Ao chegar em casa, começamos a confiscar os brinquedos que ela gosta, cada vez que fazia birra e chorava sem motivo.

Na hora de dormir outro show só porque o papai foi preparar a Tête e não eu, que estava trocando ela para ir dormir. Foi para o berço aos berros, esperneando, e chorou até dormir, a tête, só tomou depois que ja estava dormindo quando coloquei na boca dela, pois dizia que não queria aquela tête horrível que o papai preparou. Detalhe: ele faz a tête noturna todo santo dia!

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Ontem comecei a ler sobre este comportamento:  http://brasil.babycenter.com/toddler/comportamento/birra/
Chiliques e acessos de raiva são como chuva de verão -- repentina e, às vezes, violenta. Num minuto você e seu filho estão jantando tranquilamente, e no seguinte ele está chorando, esperneando e gritando porque o canudo do suco não é da cor que ele queria. Crianças entre 1 e 3 anos são especialmente propensas a ter esses "ataques". 

Não há por que achar que você está criando um pequeno tirano -- nessa idade, é pouco provável que seu filho esteja tentando ser manipulador. Provavelmente ele está tendo um "surto" por causa de uma frustração, que ele não consegue expressar bem com palavras, porque ainda é muito novinho. 



No site da Crescer (http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI18544-15151,00.html) também tem algumas dicas:

1. Por pior que seja o “espetáculo”, NUNCA, JAMAIS, em tempo algum bata no seu filho.
2. Antes de sair, previna-se de possíveis contratempos. Se vai ao supermercado, fale que a criança tem direito a escolher dois doces, por exemplo.
3. Não ceda às manipulações. Mostrar que birras não dão resultado é um jeito de desestimulá-la a repetir a cena.
4. Avise seu filho que só conversará com ele depois que ele se acalmar (e você também...).
5. Se precisar dar uma bronca na criança, espere ela terminar de espernear e explique por que está sendo punida. É importante que ela entenda o que fez de errado e, para isso, precisa estar tranqüila para conseguir ouvir o que você tem a dizer.
6. Não brigue com seu filho na frente de todo mundo; isso o fará se sentir humilhado.
7. Desvie o foco da criança. Mostre um objeto diferente, o cachorrinho passando na rua, o avião lá no céu... Use a criatividade!
8. Algumas vezes, por trás da birra existe uma criança com fome, sono ou carente. Se for esse o caso, responda pacientemente e faça um carinho. Às vezes, é só disso que ela precisa.
9. Simplesmente ignorar a birra também pode dar bons resultados. Respire fundo.
10. Se não tiver como conter o show no meio da loja, simplesmente pegue seu filho no colo e vá embora. Sem escândalos. Ele vai perceber que não adiantou nada e você evita o constrangimento.

http://pequenada.com/artigos/como-lidar-com-birras-criancas, outro site que também tem dicas.

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Bom, ontem, segunda-feira, ela estava um pouquinho melhor, até recuperou um brinquedo confiscado. 
O que eu fiz foi justamente explicar que quando ela começava a choramingar eu não entendia o que ela estava falando e não poderia ajudar.  Neste ponto, iniciamos uma melhora.
Além disto, também estou reforçando o que vai acontecer. Tipo: "Depois que você terminar de pintar este desenho, vamos tirar um soneca." "Assim que acabar Mecanimais, vamos para o quarto nanar".
Agora, eu ja tinha este tipo de comportamento. 
Porque ele as vezes surte efeito e as vezes não?
Estou perdida e queria tanto aquela menininha boazinha de volta.

11 comentários:

  1. Xiiii amiga me vi em todas essas situações.
    A Lara tb não é de birras, sempre entende o que falamos e se comprota bem.
    Mas as vezes faz isso tudo q vc descreveu, ainda pior pq vem e da tapas em mim e no pai. Mas vai pro castigo tb. Acho que é fase, pq acontece algumas vezes e nao é o comportamento de toodo dia, ainda bem ne...heheh
    Mas vai passar, tenha certeza. E vc esta fazendo tudo certo, nao se preocupe. Logo sua princesinha volta a ser a mesma, sem essas birras...
    bjao

    Mirian
    http://odiariodaprincesinha.blogspot.com/

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  2. Eu recomendo a terapia do abraço! Na hora do nervosismo, abrace bem forte. Parece que estravazam toda a raiva e tensão, dando lugar ao aconcehgo e paz. Aqui dá certo! Ninguém escapa do terrible two!

    Bjkas queridona!!!

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  3. Ain querida, oque eu posso te dizer é que é fase... tu - do passa! Desde que vc mostre p/ ela que quem manda é vc.

    Boa sorte e calma, muita calma!

    Depois dos 4 anos eles ficam civilizados! hehehehe

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  4. Oi Juju!!!

    Parece que as birras chegaram por aí então...
    Amiga, não fique assim! Vai passar, é claro, mas enquanto isso, continue fazendo as tentativas de conversar, mesmo que não dê sempre o resultado que vc espera. E não sei se vai ser legal aí, mas aqui em casa, quando tudo estava bem e tranquilo, sempre reforçava as atitudes e o bom comportamento dele, e lembrava como é ruim quando ele faz birra e desobedece, que é ruim ficar sem poder assistir Tv ou brincar com aquele brinquedo, e que a mamãe adora quando ele é obediente e coisa e tal, dando beijos e carinhos.
    Porque na hora do pega pra capar, eles não param muito pra ouvir e fica aquela gritaria total, então é sempre bom conversar depois, deixar a poeira passar, assim como a gente faz com um adulto muitas vezes.

    Boa sorte, amiga!
    Não desista! Logo vai passar e a Pinguinho vai sempre aprender algo entre uma birra e outra!

    Mil beijos
    e muita paciência!!! ;-)

    Ju

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  5. Eu AMEI o seu post! Poucas mães admitem o terror que passam com os filhos, e isso sempre me deixa com aquele pensamento de: será que é só o meu que faz isso? Tenho um menininho de apenas 1 ano e 2 meses, que sempre foi um anjo! De duas semanas pra cá, parece que o bixo da birra, manha, raiva, discórdia e gritaria com xororô baixou nele... Está IMPOSSÍVEL de lidar com ele! E eu logo perco a paciênca, e claaaaaro, 5 segundos depois estou mega arrependida. O que mais me preocupa é eu não saber lidar com esse tipo de situação, poxa, parece que não sei educar meu próprio filho, que péssima mãe! :( espero mesmo que passe rapidinho essa fase de terror, afinal, tenho uma bebê vindo daqui dois meses, e aí José? Você me encorajou a postar sobre esse assunto! Um beijão e continue compartilhando suas experiências... Isso sim que eu julgo como "ajuda" e não livros com fórmulas prontas, as quais na verdade nunca funcionam com nossos filhos...

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  6. Ju, quando Caio era do tamanho da Pinguinho, eu evitava lugares que eu sabia que iam me trazer problema, como locais lotados. Bote na balança e veja se realmente vale a pena passar por esse perrengue (não tô dizendo pra vc virar eremita, tá? rs). Outra coisa: tente não gritar (eu sei que é quase impossível, sei mesmo). Eu não gritava com Caio pra ele não perceber que eu estava descontrolada. Em casa, eu simplesmente o ignorava, mas como isso é difícil! Se fosse uma situação perigosa, eu insistia de forma firme pra ele não fizesse uma besteira, mas sem gritar. Espero que vc consiga controlar a situação por aí.
    Beijocas!

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  7. Amiga, estamos com mesmo problema aqui, vc leu no blog né? rs...
    As vezes parece q vou enlouquecer pq fico realmente sem saber como agir com meu filho. Ô fase,passa logo vai...rs
    As vezes ele está tão carinho, mais basta ser contrariado pra começar o barraco! Tô tentando conversar com ele baixinho, mostrando q ele está errado e como fico triste como esse comportamento dele (nem sempre consigo)pq só assim consigo q ele me atenda, se grito a coisa fica feia por aqui. Tem q ter muuuuuuuita paciência, aff!!

    Boa sorte aí e aqui rs
    Beijocas!

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  8. Juju querida
    Saudades de vcs...
    Ai, sei bem como é isso!
    Assim como a Mari, adoro a terapia do abraço
    Vamos que vamos, ne amiga?! Força ai!
    Adoro seu cantinho!
    Grande beijo no seu coração

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  9. Oi Ju, olha eu essa semana fui atrás na internet também pra saber o que tava acontecendo com a Alice, e me vi no seu post, é bem isso aí, é a fase da adolescencia do bebê, que engraçado, mas é isso mesmo essas atitudes de uma hora pra outra. Temos que ter muita paciência e logo logo elas vão entendendo. Beijinhos e uma ótima semana pra ti.

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  10. Oi Ju,

    o duro é segurar a seco tantos momentos de 'feiura'.
    As vezes me pego conversando tanto com a Maricota sobre essas feiuras que não sei a dimensão do que compreende ou não... fico em dúvida se estou sendo muito cerceadora, sempre explico o que pode e o que não pode, como é esperado em cada situação. Obvio que as coisas não saem como sugiro.
    o que faço sempre com Mariah são combinados e até agora eles funcionam. Mas ela está crescendo...

    bjos

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  11. Sou mãe de tres filhos adultos e avó de quatro netos. De todos eu ajudei tomar conta para os pais trabalharem, sempre tirei de letra, com muita conversa, atenção, disciplina, eles me adoram e vice versa. Porém, estou agora completamente perdida com a caçula, de dois anos e cinco meses! Era calminha, doce, sempre foi a frente de seu tempo, muito inteligente, mas de um mes para cá, me deparo com uma criança completamente diferente. Faz birras fenomenais, em qualquer lugar, sem motivos aparentes. Nada que eu faça dá resultado, tento conversar, entender o que ela quer, ponho de castigo, confisco brinquedos preferidos, mas fracasso total. O que mais me dói é que quando ela se acalma, depois de chorar jogada no chão se debatendo e as vezes até se ferindo, é que parece que não se lembra do que aconteceu. Eu sofro, e sinto que ela sofre, ando estressada, exausta, com receio de ir aos lugares(Que necessito ir)com ela. Eu e minha filha optamos por levá-la ao psicólogo, sinto que preciso de ajuda, vamos ver! Meu abraço a todas as mães e minha solidariedade.

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Adoro comentarios!
Fique a vontade!
Beijinhos

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