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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Passeio ao Instituto Butantan

Filha de biológa tem que gostar de microscópio, né?

Domingo, após o almoço fomos no Instituto Butantan (é com N no final mesmo.)

Já que o clima não colabora para passearmos no Zoo, por enquanto vamos conhecer as serpentes e outros animais peçonhentos.

O Instituto Butantan, é uma instituição pública do governo do estado de São Paulo, fica no bairro do Butantã, zona oeste da cidade.


Com o Super Primo, na frente do prédio onde a mamãe trabalhava

Além de centro de pesquisas científicas, é responsável pela produção de mais de 80% do total de soros e vacinas consumidos no Brasil.

O passeio por lá é uma delícia. Têm parques e três museus (Biológico, Histórico e Microbiológico), além do Hospital  Vital Brazil (com Z, mesmo) e uma biblioteca com revistas cientificas de mais de 100 anos.

Fiz estágio de iniciação científica durante um ano lá, no setor de Farmacologia, quando cursava a faculdade. Sei que sou suspeita.

Mas me lembro de sempre ir lá passear nos final de semana com meus pais, ainda pequena.

Tem muita área verde, pracinhas bem gostosas e para eu, bióloga de formação e apaixonada por ciências, os museus são tuudo de bom!



No Museu Microbiológico, há exemplares de moléculas de DNA, bactérias, vírus e microspcópios com alguns microrganismo para observação, além de toda a história do estudo de microbiologia e seus famosos pesquisadores, como Louis Pasteur.



O que hoje é o instituto, era a Fazenda Butantan, que compreendia a área do Campus da USP mas a área onde ele foi instalado.


Píton albina. Coisa mais linda!

O Instituto foi fundado em 1901, quando o governo do estado estava preocupado com a disseminação da Peste Bulbônica na capital e convocou o Instituto Bacteriológico para tentar resolver o problema. Adolfo Lutz, Oswaldo Cruz, juntamente com Vital Brazil (com 'z', na grafia da época), diagnosticaram a doença e elaboram um plano para contê-la
Pórem, na época da cafeicultura, os acidentes com serpentes eram muito frequentes, fazendo com que Vital Brazil, começa-se as suas pesquisas sobre o ofidismo, com isto, o Butantan rapidamente se transformou em um centro especializado no conhecimento herpetológico, bem como na produção de soros anti-ofídico tornando-se uma entidade ímpar em todo o mundo.

As vacinas da gripe A (H1N1) são fabricadas lá.

Em maio deste ano, o prédio das coleções pegou fogo, uma perda incalculável.
Foi destruído mais de 70 mil espécimes de serpentes, além de mais de 450 mil espécimes entre escorpiões, aranhas e outros que estavam conservadas.
A coleção, referência para descrição de espécies e utilizada para pesquisas científicas, era a maior do Brasil e a maior coleção do mundo desses animais para uma região tropical. O material coletado em mais de 100 anos foi perdido, após a perícia e análise dos cientistas, acredita-se que apenas 5% do acervo poderá ser recuperada.

Uma grande perda histórica e científica.


Fazendo carinho na "coba" pelo vidro.

No museu Biológico estão as mais várias espécies de serpentes, alguns lagartos e tartarugas, além de aranhas e escorpiões.


Super Primo, Pinguinho, Madrinha e Papai em frente ao serpentário.

Na área externa, tem um serpentário, com alguns exemplares.

Então, fica a dica de passeio.
Para quem gosta, como eu ; )  
Vale a pena!


No Museu Biológico, mais escurinho para não estressar tanto os animais.

Referências: Wikipedia, Portal G1, Folha de São Paulo.
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