quinta-feira, 19 de maio de 2011

Escolhas.

Olha, sei que este post vai dar pano pra manga, mas sinto que tenho que escrevê-lo.
Não sou do tipo que gosta de criar polêmica, mas também assumo com propriedade as coisas que defendo e penso.

Pelo Facebook, a Mari postou um link que gerou a maior polêmica e nem foi esta a intenção dela.
Mari, vou copiar o link aqui, tá: http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI234563-9531,00-LETICIA+BIRKHEUER+ACHO+A+CESARIANA+MAIS+ADEQUADA.html
Então, eu até comentei por lá, mas fazia tempo que queria postar sobre este assunto, mas confesso que tinha um pouco de medo de ser "apedrejada".

Sabe, as vezes cansa estas discussões eternas, desgastantes e bem chatas entre parto normal e cesáriana. São simplementes escolhas, como tantas outras que fazemos na vida.

Suas amigas, seu médico, sua mãe, seu vizinho, a sua tia-avó , aquela de mil novecentos e dois, que teve parto com o curandeiro da tribo, tem opiniões baseadas nas vivências próprias, assim como todos nós, em muitos assutos da vida. A vivência e a opinião de cada pessoa quanto ao que é melhor, na verdade, não importa.

Se será parto normal ou cesáriana, tem que partir da mulher que está ali, com aquele lindo barrigão, suportanto o peso excessivo, todos os desconfortos de final de gestação e ao mesmo tempo sonhando com seu lindo bebezinho no colo.

Quando alguem me fala que quer parto normal, eu acho bacana e admiro, mas se ela me pergunta, eu digo:  Preferi cesárea.

Porquê??
Por que sim.
Foi minha escolha, minha decisão, partiu da minha cabeça.

Ouvi inúmeros e incontáveis relatos de mulheres que tiveram partos rápidos, simples, maravilhosos. Também inúmeros relatos de partos sofridos, com intervenções médicas de emergência, risco ao bebe e a mãe, mal sucedidos e finalizados em cesária.

Por outro lado, também ouvi horrores das cesárianas, das dores, de não conseguir andar, de fazer mal, que apresenta maior risco, até que era coisa de mulher "fraca", pois mulher mesmo tem que sentir a dor de parto.

Lembrava da minha mãe depois da cesáriana do meu irmão, sua terceira cesariana, sendo que a primeira salvou minha vida. A segunda, infelizmente só conseguiu salvar a vida da minha mãe e a ultima, trouxe ao mundo com sucesso meu lindo irmão.

Conversei com meu obstreta, pesquisei, já tinha alguns conhecimentos pela minha faculdade e decidi, sem influências, sem pressão do médico e de mais ninguém.
Optei pela cesariana e pronto.

Agora, ouvir, porque eu ja ouvi várias vezes, que mãe é quem parir, e que cesária não é a mesma coisa, que não é parir de verdade!!!!!!
Quem fala uma besteira desta deve achar que estas mães que pariram seus filhos, (provavelmente) de parto normal e largaram os bebes com cordão umbilical ainda, no lixo, são super mães!!!!!
O que é isto?????!!!!!!!

O fato é:  minha bolsa estourou dia 31/12, com 34 semanas de gestação, fui para o hospital, avisei o médico que queria cesária, e minha filha nasceu.
Sou mãe dela, sim. Educo ela, sim. Fiz cesária, sim.

Aplausos a quem fez parto domiciliar, parto na água, parto humanizado, parto natural em hospital com ou sem anestesia. E a quem fez parto cesariana também!!!!

14 comentários:

  1. Ju, admiro mulheres como vc que optam pela cesárea, assumem e ponto final! A questão levantada no FB (que as cesariadas não entenderam), foi o argumento ignorante usado pela pessoa pública que esta atriz é. Se ela tivesse feito como vc, ótimo, escolha dela, tem todo direito! O problema é usar um argumento sem sentido em tempos que o ministério da saúde faz tanta propaganda a favor do PN em um país que é um dos líderes nesta cirurgia, ultrapassando o limite do normal segundo a OMS.

    Acho mais digno fazer como vc fez do que dar desculpas esfarrapadas! Beijão pra vcs queriiidona!

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  2. Ju, também vi a delcaração da referida atriz e o que me indignou não foi a escolha (cada um escolhe o parto que quiser!), mas o fundamento que ela utilizou.

    Acho sim que devermos respeitar as opções de cada um, ninguém é "mais" ou "menos" mãe pelo tipo de parto que escolheu, né não? Cada um com suas escolhas, com seus princípios, suas limitações.

    Adorei o post. Pelo fim do preconceito!

    Bjos!

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  3. Juuuuuuuuuu
    Vc não tem noção do quanto este post mexeu comigo!!!! Amiga, há tempos quero falar nesse assunto tb, ainda mais agora que estou grávida novamente. Estava aqui a elaborar um post legal para defender o que eu penso, vai rolar, vc vai ver. Logo logo!!!!

    Tb fiz cesárea e não me sinto menos mãe, menos mulher, menos nada por isso. Tb não acho que o vínculo entre meu filho e eu tenha sido prejudicado em nada. Muito pelo contrário, vc sabe o quanto somos unidos, e o parto em si nada tem a ver com o resto da vida da criança!!!!

    Não acho que ele tenha traumas por ter nascido de uma cesárea!!!!

    Mas, na vdd, passei aqui para agradecer seu comentário lá no blog neste momento tão especial de nossas vidas!!! Estamos realmente muito felizes!!!! Queria ter passado antes, mas não deu!!! Volto com mais tempo para me inteirar das notícias dfa Pinguinho, que já dei uma espiada nas fotos, e está cada vez mais gatinha :)

    Beijão, amiga!
    E parabe'ns por expor seu ponto de vista!!!!
    Ju

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  4. Parabéns pela coragem!!
    beijos

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  5. Você está certa, Ju. Cada um faz as escolhas que acham melhor e ninguém tem nada com isso. E ninguém é menos ou mais mãe pelo tipo de parto que escolheu.
    Eu fiz cesária, mas lamentei muito, pois eu não tive escolha. A minha escolha era o PN, mas não deu. Na hora fiquei mal, porque eu tive de fazer algo que eu não queria, como tomar aquela anestesia horrível. Mas era o melhor para ela e o único caminho. Depois que ela nasceu, bem e com saúde, eu percebi o que era o mais importante. E pronto.
    Beijos.

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  6. Amiga, concordooooooooo!
    A mãe tem o direito de escolha!
    EU FIZ CESÁRIA SIM!
    Me emocionei quando vi minha bebe, EU PARI ELA!
    Não acho que sentir dores mude algo na emoção do nascimento de um filho.
    Beijos no coração.
    Madri

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  7. Perfeito seu post.
    Concordo em número,gênero e grau.

    Sabe, no ínicio da minha gravidez quertia PN mais depois vendo minha barriga crescer tanto comecei a pensar q PC seria melhor rs... mais não foi eu quem escolheu. Já estava esperando minha hora e na minha última consulta com a GO (estava com 40 semanas) ao tirar minha pressão deu 18x10 super alta! Tive q fazer o PC de emergência. Graças a Deus ocorreu tudo bem. Meu filho nasceu lindo e saudável. Pesado 4 215kg. Imagine ele de PN?? Ia sofrer kkk

    Beijocas!

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  8. É isso ai!!

    Cada um com suas razões e quereres!

    E ponto final.

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  9. Ju, adorei seu post. Quando eu engravidei, era toda natureba, malhava, tinha 21 anos, engordei 8 kg, achei que iria parir com a maior tranquilidade do mundo, num parto lindo de viver, com passarinhos cantando e tudo, rs. E que depois de parir eu iria pra cozinha tipo Gisele, fazer panquecas. Tolinha eu. Luana entrou em sacrificio com 36 semanas, corri pro hospital e nem se cogitou parto algum. Era tirar a criança la de dentro o quanto antes e assim foi, amém. E na época, a minha escola pelo PN era apenas por ter medo de agulha, simples assim. Não tinha campanha, não tinha motivo bonito, nem nada filosófico. Eu me cagava de medo de agulha, achava que seria melhor parir sem elas. E se é pra criar polemica, bem, eu amamentei só até os 5 meses e meio, e desde sempre quis amamentar só até os 6 meses. Essa coisa de fazer o que os outros pensam ou acham bonito é um saco, sabe? O povo gosta muito de falar e dar pitaco na vida alheia. Sepre digo que se quer dar pitaco na minha vida, vem aqui na minha casa, paga minhas contas e depois opina, hehehehe.
    "Aplausos a quem fez parto domiciliar, parto na água, parto humanizado, parto natural em hospital com ou sem anestesia. E a quem fez parto cesariana também!!!!" E aplausos para você, que fez sua escolha, e se te fez bem, é isso que importa e ponto.

    Beijos

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  10. Ju
    vim conhecer seu cantinho, e já adorei de cara, concordo contigo!Cada mulher faz a sua escolha, eu queria muito ter parto normal, minha bolsa rompeu, induzi, e nada, até que 14 horas depois, meu médico optou por cesária, e não é que meu bebê estava com 2 voltas do cordão umbilical no pescoço, e foi melhor do jeito que foi,sem dúvida!Deus sabe o que faz, e a mãe também!
    Beijos
    Angi
    maedeguri.blogspot.com

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  11. Oi JU,
    ótimo post. Eu não costumo fazer esse tipo de posts no blog pois o objetivo dele é contar as coisas legais que fiz com as minhas filhas e ficar uma memória para elas.
    Também não costumo entrar nessas polêmicas. O importante é respeitar a escolah de cada um. É incrível como essas polêmicas cansam muita gente.
    Ninguém é mais mãe porque fez parto normal ou porque amamentou. Cada um tem a sua história, as suas motivações e os eu direito de escolha.

    Eu tentei parto normal nas duas gestações e não pude fazê-las. Não tive dilatação, fiquei horas em trabalho de parto. O bom é que eu estava preparada para não ficar frustrada caso não conseguisse o parto noral. A cobrança chega a um nível de crueldade que já conheci mulheres se culpando, se sentindo inferiores porque não conseguiram fazer um parto normal ou porque não conseguiram amamentar. Temos que respeitar os limites físicos de cada uma. Temos que respeitar os limites emocionais de cada uma. Temos que respeitar a história de vida de cada uma.
    beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com/

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  12. Ju se tudo der certo nenhum nem outro intefere no que a criança vai ser quando crescer....
    Cada um faz o que acha que é melhor pra si....
    Querida tá rolando sorteio aqui, quando tiver um tempinho, venha participar. Sua linda vai adorar caso seja ela a sorteada. Bjs

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  13. Ju, tem selinho no blog par vc. Bjs

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  14. Oi Ju, concordo plenamente com você, meus dois partos foram cesárias fiz essa opção e pronto.Problemas acontecem das duas formas, minha irmã é enfermeira e trabalha diretamente com partos principalmente naturais e ela diz que também não é nada fácil, ocorrem muitas interferências também, tanto a cesário como o normal têm seus pros e contras. Beijocas pra ti e uma ótima semana.

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Fique a vontade!
Beijinhos

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