sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Como educar?


E a tão falada " Lei da Palmada" volta a tona, o projeto de lei já está no Congresso Nacional, Para se tornar lei de fato, ele precisa ser aprovado pelo legislativo e voltar para a sanção do presidente, mas parece que isto vai acontecer só em 2011, devido ao recesso eleitoral.
" O foco da medida é garantir ao menor de idade o direito de ser educado sem o uso de castigos corporais por parte dos pais ou responsáveis. Hoje, o ECA (Lei 8.069) condena maus tratos contra a criança e o adolescente, mas não define se os maus tratos seriam físicos ou morais. 
O artigo 18 da nova lei define "castigo corporal" como "ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física, que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente." Para configurar a agressão, é necessário que haja testemunhas. A pena para os infratores é advertência, encaminhamento para programas de proteção à família e para tratamento psicológico." 
Este assunto é tão complexo. 
Não sou completamente a favor da lei, e nem totalmente contra... O que me incomoda e muito, é o governo criar uma lei para os pais, dizendo como devem educar seus filhos e tantas outras coisas e leis que precisam ser pensadas e repassadas, ninguém nem comenta, como por exemplo:
Como fica os tantos casos de agressão, verbal e física aos professores?
Como fica os código penal?
Como o ECA que protege e ao mesmo tempo acoberta?
Enfim...
Outra coisa, as vezes, muito pior que a agressão física é a verbal... Já ouvi mãe de aluno meu dizendo na frente do filho e para quem quisesse ouvir: 
"Eu não te suporto mais, vai morar com seu pai! Ninguém na minha casa quer ele lá!" 
"Pode mandar mesmo para o conselho tutelar, ai eles levam ele e dão um jeito!Assim eu tenho paz e faço o que eu quero!" 
"Vou te largar e sumir, nunca mais você vai me ver!"
 "Você é um idiota, um burro, não é capaz de aprender nada, não serve para nada!"
E por ai vai... Será que para uma criança ou adolescente ouvir isto causa mais ou menos problemas na educação e na estrutura psicológica do que uma palmada??? E o que acontece com estes pais???
Simplesmente nada!

A questão é limites. Adolescentes sem limites, com pais omissos, vão usar a lei a seu favor de um modo muito, muito errado. E pais, sem preparo, estrutura e auxilio, serão acuados e perderão , mais ainda, o controle da educação dos filhos.
Concordo que bater não educa. Não existe desculpa para isto. Perder o controle, todos nós podemos, afinal educar não é nada fácil, mas o adulto da situação é você. Melhor que bater é tentar respirar fundo, se acalmar e assim, encontrar a melhor forma de corrigir, seja com castigo, etc.
Talvez, antes de criar uma lei, deve-se oferecer auxilio aos pais, como mostrar outros método de educar sem castigos físicos, oferecer ajuda psicológica. Nem todos em acesso a informações deste teor, e nem mesmo interesse, na maioria das vezes. 

Achei este texto no Yahoo e achei bem interessante:
"...É o fim dos tempos da palmada. Pelo menos é o que promete o tão comentado projeto de lei que coíbe a prática do castigo físico, homenageando os 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A medida vem garantir ao menor de idade o direito de ser educado sem o uso de castigos corporais por parte dos pais ou responsáveis. "Quando o adulto bate, não está educando. Interrompe um comportamento errado, porque não conseguiu resolver o problema de outra maneira", explica a educadora Cris Poli, a SuperNanny, do SBT.
Na visão da experiente Cris, educar requer muita paciência e pode ser muito mais saudável e divertido do que se pensa. Para ela, qualquer intensidade da palmada significa agressão. Quando os pais estão estressados e querem resolver um problema rapidamente, apelam para o tapa. A criança que apanha só para de agir porque dói, o que não quer dizer que vai mudar de comportamento. "A educação é um processo consciente, e visa à formação do indivíduo", explica.
Mãe de três filhos e avó de quatro netos, Cris Poli está há quatro anos à frente do programa de TV semanal, onde já atendeu mais de 90 mil famílias. Diz que, nesses anos, encontrou muitos pais desestruturados emocionalmente . Então, os ajuda a organizarem uma rotina, a imporem regras claras e a associá-las ao "cantinho da disciplina" (um lugar para os pequenos ficarem de castigo).
Diz que, primeiro, os pais têm de estabelecer uma rotina, discutir o que está errado, mostrar como gostariam que fosse e, finalmente, definir a regra e fazer o filho entender e aceitar aquele acordo. "A criança tem de saber que é uma decisão dela obedecer à regra e que, quando desobedecer, terá consequência, que pode ser ficar de castigo no tapete, na cadeira, no degrau...", ensina. O tempo indicado para o castigo corresponde a um minuto por cada ano de idade, pois a criança não vai raciocinar por mais do que esse tempo. Quando acabar o castigo, é importante que se estabeleça um diálogo com carinho: "você está aqui porque aconteceu isso, mas eu amo você", e o adulto dá um beijo no pequeno.
Em compensação, quando a criança se comporta e obedece, deve haver um reconhecimento pelo esforço. Afinal, obedecer a regras não é fácil nem para o adulto. Também é importante que as normas sejam claras e concretas, para evitar o comportamento aleatório dos pais. Ou seja, evitar que, quando estiverem de bom humor, relaxem o castigo, ou quando estiverem mal humorados, sejam mais severos. Para Cris, o comportamento dos pais é norteado por outro fator: se foram agredidos na infância, vão usar a mesma metodologia com os filhos.
Em relação à lei, a educadora lembra que há outros tipos de violência que não deixam marcas na pele, como a agressão psicológica, que afeta a autoestima e deixa marcas para o resto da vida. Cris escuta muitos pais dizerem que não têm paciência. Mas alerta: "para ser pai ou mãe, tem de ter paciência!"
Mãe de Victor, de 5 anos, e de André, de 10 meses, a advogada Samanta Vaz Prado da Costa, de 35 anos, lembra que, quando criança, bastava um olhar de reprovação da sua mãe para ela entender que tinha feito algo de errado, e tremia de medo de apanhar. Lamenta que hoje em dia vê muitas crianças desrespeitarem a autoridade de pais e professores. "A palmada pode ser usada ao menos para amedrontá-los." Seu filho Victor, diz, é um doce. Mas está numa fase levada. E com a chegada do irmão, ficou enciumado. Quando ele apronta, para não bater, Samanta ameaça 50 vezes. Se precisar, confessa, dá uma palmada, mas não para machucar, ou o coloca de castigo.
Para a mãe e advogada, a lei deveria ser mais explícita. Pois não dá para comparar uma palmada com os casos apavorantes de espancamento. E vai mais longe: diz que deveria ter lei contra alunos que desrespeitam seus professores.

A psicóloga Mariana Taliba Chalfon acredita que não é necessário educar uma criança com palmada, mas acha que a lei só amedronta pais que não cometem maus tratos, pois os que já o fazem vão continuar usando a mesma metodologia. "O ideal seria haver um trabalho de conscientização desde o pré-natal."
Por Cristiana Vieira


O fato é que Educar não é fácil, mas quando em um lar há amor, carinho, compreensão, não existe a necessidade de uma lei contra agressão física, muito menos contra agressão verbal. O que existe é diálogo, confiança, limites e respeito acima de tudo.

"O que seus filhos registram de você? As imagens negativas ou positivas?
Todas.
Eles arquivam diariamente os seus comportamentos, sejam eles inteligentes ou estúpidos. Você não percebe, mas eles o estão fotografanto a cada instante.
Muitos pais falam coisas maravilhosas para suas crianças, mas têm péssimas reações na frente deles: são intolerantes, agressivos, parciais, dissimulados.
Com o tempo, cria-se um abismo emocional entre pais e filhos. Pouco afeto, mas muitos atritos e críticas." 
Augusto Cury.




11 comentários:

  1. Ju minha cara obrigada pela visita lá no meu blog. E penso como vc sou imparcial com essa lei. Sei lá acho que eles perderam o controle e não sabem mais como fazer quando se debatem com uma juiza louca que surra a filha adotiva só pra coitadinha comer, lembra?!
    Acho que por causa dessa doida eles acabaram revigorando essa lei, que com certeza não cabe a todos. Muito polêmico esse assunto.
    Beijos

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  2. Juju, eu concordo que não devemos nunca machucar um filho através de um tapa, empurrão etc, mas aí criar uma lei já é demais, tem tanto coisa que precisa ter lei e o congresso nem liga! cadê a lei que proibe definitvamente o aborto? É pior matar que bater! Eu não sou contra um tapinha não, o Rafa esses dias mostrou a lingua depois de uma ordem que eu dei, não pensei duas vezes e dei um tapinha na boca dele, quero ver quem vai me prender! É melhor eu fazer isso que amanhã ele estar me respondendo e me desrespeitando. Esse assunto é bem complexo mesmo, podem usar qq. tipo de atitude mais firme como uma agressão. Quem vai controlar tudo isso? Em época de eleição eu duvido! rssss...é a minha opinião ok? bjs

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  3. Amigas...
    Só um PS:
    Meus pais nunca me deram aquela famosa "surra", mas já levei vários tapas, todos merecidos, e acho que eles fizeram muito bem.
    Já dei um tapinha na minha baby, tb... sempre em ultimo caso, e nem por isto acho que ela não me respeita, ou tem medo, ou ficou traumatizada.
    Esta é a questão.
    Como sempre: Teoria é teoria, prática é prática.
    Beijinhos....

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  4. Adorei o post!

    Sou totalmente contra a palmada, mas acho que um projeto de lei sobre isso não é viável. Primeiro: como fiscalizar? Segundo: um pai que dá uma palmada merece a mesma punição do que aquele que espanca e vive fazendo isso, sem nunca receber uma punição justa?

    Eu já chamei o conselho tutelar quando vi duas crianças de castigo ao sol do meio dia, aqui perto da minha casa. E as crianças tinham quatro e trÊs anos de idade. Assisti toda a cena do alto da janela, e depois do ocorrido a mãe tomou tento, sabe? Mas não sei por quanto tempo, pq ela acabou mudando...mas não posso ver cça ser agredida (verbalmente ou fisicamente).

    Nunca bati na Bia e pretendo nunca bater.
    ÀS vezes é difícil sim ter paciência, mas é algo necessário. A gente pode ensinar sem ter que usar castigos físicos ou palmadas. Essa é a minha opinião.

    Tempos atrás escrevi um post sobre a palmada. Olha la no blog depois!

    Beijos
    Pri e Bia

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  5. QUe post bem bacana! Adorei ler aqui :)
    Tb sou contra a palmada mas sou contra à lei tb! Acho que não cabe ao governo estabelecer como os pais devem educar seus filhos. Até porque, como vc disse, a lei sserá usada de forma inadequada por crianças e adolescentes; e aqueles casos de espancamento vão continuar acontecendo e vai acabar em nada, assim como várias outras leis que estão em vigor por aí... Porque as pessoas que não respeitam as leis não estão nem aí porque sabem que no fundo, elas não são tao aplicadas rigorosamente como se propõe.
    Concordo que deveria existir algo que ajudasse os pais, instruisse, inclusive a respeito da violência psicológica.
    Me enquadro ali no perfil da advogada, já dei uma plamada no Lucas, num momento de profundo descontrole (pq é bem isso que acontece), mas o nosso cotidiano é de muita conversa e dialogo. E é assim que tem que ser!

    Beijinhos
    Ju

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  6. Oi Juliana,
    ótimo o seu texto.
    Essas agressões verbais são terríveis, eu pelo menos fico arrasada quando ouço alguém falando essas coisas para os filhos.
    Também procuro educar as minhas sem agressões físicas e verbais mas acho que a lei pode trazer a extremos.
    excelente postagem.

    Ah, a viagem foi 10 e vale muito a pena. Obrigada pela visita e pelo comentário.
    beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com/

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  7. Concordo que o assunto é complexo, mas concordo com vc... fácil é criar leias, difícil é educar a população, de maneira que sejam conscientes de suas ações. Como vc disse, oferecer estudo para a população, alternativas para educar.
    Mas imagine só... é fato que a maioria da população brasileira é ignorante, não sabem argumentar, são analfabetos funcionais. Obviamente que não saberão dialogar com seus filhos...
    Tbm concordo que um "psico-tapa" de amor pode ser necessário.
    Bjos

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  8. Toda vez que leio algo sobre essa lei, lembro de uma novela que se passava nos USA e que o filho de um casal ligava pra policia mentindo, dizendo que tinha apanhado, toda vez que era contrariado. Também acho que bater nao educa mas, como outras mil leis que passaram sem a menor estrutura, essa vai ser mais uma pra lista de incoerências no Brasil...

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  9. Oi JU,
    vi oseu comentário lá no blog. É claro que pode copiar. A ideia é essa mesmo, compartilhar. E se for bom para alguém eu fico muito feliz.
    beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com/

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  10. Ju!!
    Quanta coisa em comum!!
    Pois é, deixei a minha paixão que é a biologia de lado, pra cuidar da Clarequinha exclusivamente e agora tô fazendo pedagogia num curso à distância, mas to adorando!

    Esse projeto de lei é meio complicado né. Eu sou contra a violência e do abuso de autoridade, mas não sou contra à palmadinha. Clara já levou algumas quando foi preciso e acho que não há ninguem melhor pra discutir o tipo de educação do filho(ainda mais o governo), do que os pais. Clara deu 3 vezes na minha cara, tentei conversar, castigo, castigo de novo e depois umas tapinhas no bumbum e nunca mais ela fez.

    Não se pode relacionar a mãe que agride com violência, que maltrata à mae que impões limites com umas palmadinhas né?

    Tudo bem dosado, não faz mal.

    Beijocassss
    Ju eCLAra

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  11. Ahhhhh...
    E obrigada pelo comentário!! Sabe que as vezes fico até constrangida com certas coisas que passam na TV, quando estou assistindo com maridex? É menina, a coisa tá feia. Clara também só assisti os canais: Ra tim Bum e Discovery Kids.
    Tá uma loucura...!
    Beijocas!
    Ju eCLara

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Adoro comentarios!
Fique a vontade!
Beijinhos

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